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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O dia seguinte
Colocava aquele nariz colado no meu. Abraçava forte, roçando todas as partes, passando as mãos nos cabelos, me fazendo sentir o salgado de suas lágrimas caminharem pelo meu rosto até mergulharem na minha boca sempre semi aberta, respirando com dificuldade. Aquele era o seu jeito puro e sutil de consolar. Esquecia seu calor na minha pele, e soltava suas palavras soluçantes. Queria que eu sentisse seu coração acelerado de todos os dias, de todas as tardes, de todas as manhãs azuis. Colava em mim a sua graciosa máquina de dizer muito, e muito rápido. Me puxava pela mão quando as nuvens formavam imagens bonitas no céu e fazia promessas de pra sempre.
Hoje é o dia seguinte dos nossos tão tão felizes quatro anos, e o que se tem são os restos... Os resquícios de suas mãos, do seu calor, do seu olhar e lágrimas. Você foi em um dia assim e não mais voltou. E agora não existe mais a sua doçura em dizer muito, e muito rápido. Não existe mais o seu correr a ver as nuvens das manhãs azuis. Não existe mais o teu abraço apertado que me invadia a alma... não existe mais você em minha vida.
Hoje é o dia seguinte... um outro dia em que não terei você.
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